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Petróleo despenca quase 7% em Londres com tensão EUA-China

13/07/2018 | Estadão Conteúdo

DoE informou que os estoques de petróleo caíram 12,633 milhões de barris na semana passada, enquanto analistas previam recuo de 3,6 milhões de barris.

Os contratos futuros de petróleo apresentaram forte recuo nesta quarta-feira, 11, em um movimento de aversão a risco desencadeado pelo embate comercial travado entre China e Estados Unidos e por questões envolvendo a oferta global da commodity.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para entrega em agosto fechou em baixa de 5,03%, para US$ 70,38 por barril, com o pior desempenho diário desde junho de 2017. Já na Intercontinental Exchange (ICE), o barril do Brent para setembro despencou 6,92%, para US$ 73,40. No pior momento do dia, a cotação chegou a cair mais de 7%.

Um movimento técnico penalizou os preços do petróleo durante a tarde desta quarta-feira. Logo no início do dia, os contratos futuros da commodity já eram penalizados com os embates comerciais entre as duas maiores potências mundiais. Na noite de terça-feira, os EUA divulgaram uma lista de mais de 6 mil produtos chineses que podem ser alvo de tarifas de 10% a partir do fim de agosto. A China respondeu e afirmou que irá tomar “contramedidas necessárias” contra Washington, após afirmar que as ações americanas são “totalmente inaceitáveis”.

“Se os EUA implementarem essa tarifa adicional sobre US$ 200 bilhões em produtos chineses importados, será difícil para a China não impor tarifas maiores sobre as commodities importadas dos EUA”, disse o chefe da consultoria de energia Petromatrix, Olivier Jakob. A China foi o segundo maior importador de petróleo americano no primeiro trimestre do ano, de acordo com dados publicados pelo Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) dos EUA. Até agora, Pequim não impôs tarifas sobre o petróleo americano e a commodity permaneceu resiliente apesar da turbulência sofrida em outros ativos, como nas ações e nos títulos públicos americanos.

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