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Royalties do petróleo em São Paulo crescem 70%

05/02/2018 | Época Negócios


Apesar da alta, o Rio continua liderando o ranking

O estado de São Paulo quer consolidar em 2018 a posição de segundo maior produtor de petróleo e gás natural brasileiro, ultrapassando o Espírito Santo, depois de bater em 2017 mais um recorde de produção e arrecadação de royalties e participações especiais. De acordo como secretário estadual de Energia e Mineração, João Carlos Meirelles, no ano passado São Paulo arrecadou R$ 2,5 bilhões em royalties e participações especiais, um crescimento de 70% em relação ao ano anterior, e esse é apenas o começo de um novo cenário que vem elevando o estado à posição de grande produtor. Há 10 anos, a arrecadação de São Paulo com royalties de petróleo girava em torno dos R$ 6 milhões.

O Rio continua liderando o ranking, com R$ 11 bilhões, enquanto o Espírito Santo caiu para o terceiro lugar, com R$ 2,2 bilhões. Segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), em dezembro de 2017 São Paulo foi o segundo maior produtor de petróleo no Brasil, com 471,7 mil barris diários (b/d), ante 440,1 mil b/d do Espírito Santo. O primeiro lugar ainda é do Rio de Janeiro, com 2,089 milhões de b/d.

"Nos últimos 10 anos o aumento de produção por conta do pré-sal foi impressionante e temos perspectivas de crescer ainda mais nos próximos anos, principalmente agora com a retomada de leilões", disse Meirelles, informando que os recursos vão direto para o Tesouro do estado para serem em parte investidos em pesquisas do setor.

Ilhabela foi o município que mais arrecadou royalties e participações especiais, um total de R$ 439,6 milhões, ou 42,7% do total obtido, seguido de São Sebastião, com R$ 87,3 milhões, e Caraguatatuba, com R$ 82,3 milhões. Os três municípios (Ilhabela, São Sebastião e Caraguatatuba), respondem por 60% da arrecadação das cidades e estão localizados no litoral, área diretamente impactada pela atividade petrolífera.

De acordo com Meirelles, o principal motivo da alta de arrecadação se deve ao aumento de produção de Sapinhoá, segundo maior campo produtor do país, que perde apenas para o campo de Lula, ambos na bacia de Santos. Além da continuidade do crescimento de Sapinhoá, Meirelles aposta este ano na retomada do campo de Lapa, e, mais à frente, na exploração em Carcará, campo vendido pela Petrobrás para a norueguesa Statoil. "Para nós o aumento de royalties tem uma leitura estratégica, vai gerar trabalho e renda e queremos incentivar o uso de gás natural, que vai ser o combustível de transição para a energia renovável", afirmou.


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