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Produção brasileira de aço sobe e venda interna cresce 2,3% em 2017

22/01/2018 | Reuters


A produção brasileira de aço bruto somou 34,4 milhões de toneladas em 2017 e subiu 9,9% sobre 2016, segundo dados do IABr (Instituto Aço Brasil), que representa as siderúrgicas do país.

O setor produziu 2,8 milhões de toneladas de aço em dezembro, queda de cerca de 7% ante novembro, mas 19,2% mais que um ano antes.

As vendas totais no mercado interno fecharam o ano com incremento de 2,3%, a 16,9 milhões de toneladas. O IABr estimava crescimento de 1,2 % nas vendas de 2017. Para 2018, a entidade prevê alta de 4,2%.

Analistas do Itaú BBA consideraram o resultado positivo, em especial para as produtoras de aços planos Usiminas e CSN, ressaltando que o crescimento de 22 % no volume de vendas internas de aços planos de dezembro foi o maior desde 2011.

"Os números do quarto trimestre estão apontando para aumentos de 8% e 9% nas vendas domésticas de produtos planos e longos, respectivamente, números que são os níveis mais altos de qualquer trimestre deste o terceiro trimestre de 2013", afirmou em nota a clientes Daniel Sasson, analista do Itaú BBA.

As vendas internas de aços longos, porém, caíram em dezembro 1,2% na comparação com um ano antes, algo considerado por Sasson como negativo depois dos desempenhos fortes registrados em outubro e novembro.

A importação subiu 24% em 2017, para 2,329 milhões de toneladas.

CONCORRÊNCIA

O setor siderúrgico brasileiro esteve envolvido em uma queda de braço com o governo nas últimas semanas, ao pressionar por barreiras ao aço que vem de China e Rússia, por considerar a concorrência desleal.

"A importação faz parte do jogo, desde que dentro das regras de comércio", afirmou Marco Polo de Mello Lopes, presidente do Aço Brasil.

Investigação feita pelo Decom (Departamento de Defesa Comercial) no ano passado concluiu que empresas chinesas e russas venderam aço mais barato no Brasil, o que prejudicou a indústria brasileira entre 2013 e 2015.

Na última quinta-feira (18), porém os oito ministros da Camex (Câmara de Comércio Exterior) decidiram não aplicar as medidas de proteção ao aço brasileiro, apesar de reconhecerem que empresas russas e chinesas praticaram preços desleais no período. A decisão é válida por um ano e, após esse período, deverá ser reexaminada.

Segundo o ministro Dyogo Oliveira (Planejamento), a não aplicação das medidas antidumping (contra práticas desleais) ocorreu porque o setor siderúrgico brasileiro se recuperou nos últimos dois anos e as importações arrefeceram.

"A decisão da Camex foi aprovar o processo, a investigação, mas não aplicar imediatamente as medidas restritivas. Portanto, fica suspensa a aplicação do direito antidumping e este mercado ficará sendo observado. Havendo a volta da prática dessas ações desleais de comércio, o governo brasileiro poderá cancelar a suspensão e efetivar a aplicação", afirmou Oliveira.


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