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Petrobras investirá R$ 285 milhões em blocos da 14ª Rodada até 2025

29/09/2017 | Valor


A Petrobras terá que desembolsar até 22 de dezembro um bônus elevado, de R$ 1,8 bilhão, pelos seis blocos da Bacia de Campos arrematados na 14ª Rodada da Agência Nacional de Petróleo. Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Se no curto prazo as despesas são relevantes, no médio prazo a companhia terá pela frente um compromisso reduzido de investimentos obrigatórios nas áreas conquistadas.

O consórcio formado pela Petrobras e a ExxonMobil assumiu o compromisso de investir, no mínimo, R$ 571 milhões nos seis blocos localizados em águas ultraprofundas na Bacia de Campos. Pela composição da parceria, caberá à estatal brasileira R$ 285 milhões – o equivalente a 10% dos gastos da petroleira com exploração no ano passado.

A companhia terá sete anos, até 2025, para cumprir com os compromissos. Isso significa que a Petrobras poderá começar a investir após o prazo do atual plano de negócios, quando a empresa espera estar menos "estrangulada" com o programa de redução da alavancagem.

Para melhorar o ambiente regulatório e atrair as petroleiras para a rodada, a ANP decidiu reduzir os compromissos de investimentos no médio prazo. Os programas exploratórios mínimos foram reduzidos e os prazos para conclusão das atividades, flexibilizados. Até então, o plano de investimentos era dividido em duas fases, sendo uma delas de menor prazo, de cinco anos para área de águas profundas.

O edital da 14ª Rodada, contudo, eliminou a divisão do programa em fases e instituiu um prazo máximo de sete anos para a conclusão da exploração.

Bônus

A Petrobras fará alguns remanejamentos dentro do seu atual orçamento e algumas “repriorizações” de projetos do plano de negócios para financiar o bônus de assinatura de R$ 1,8 bilhão com o qual se comprometeu na licitação. A estatal informou que o valor “representa 0,8% dos investimentos previstos no Plano de Negócios e Gestão 2017-2021 e será remanejado dentro do orçamento atualmente aprovado”.

Chamou a atenção, na licitação, da diferença de ágio apresentada pela empresa, na comparação com seus concorrentes. No bloco C-M-411, por exemplo, o consórcio formado pela Petrobras e ExxonMobil ofertou um bônus 18 vezes maior que o segundo mais alto apresentado. Ontem, o presidente da companhia, Pedro Parente, afirmou que o atual plano de negócios era “substancial” e dava “margem” para que a companhia repriorizasse seus investimentos.

“Ainda é um investimento bastante substancial [US$ 74 bilhões entre 2017 e 2021], que nos dá muita margem de repriorização para que a gente possa, nesse programa de leilões, oferecer ou participar daqueles que são relevantes para o nosso portfólio”, disse, a jornalistas na quarta-feira. 


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